Na “nova era” do governo do presidente Jair Bolsonaro muita coisa vem mudando no país, prova disso é a reeleição de Rodrigo Mais à presidência da Câmara dos Deputados e a eleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado, ambos do DEM, e ambos eleitos com o apoio e torcida do presidente da república e seus aliados.

Assim, com as mudanças (?) que o país vem sofrendo, o partido mais corrupto do país, segundos dados do Tribunal Superior Eleitoral, comandará as duas casas legislativas em Brasília, além de ter recebido do presidente que não praticou o “toma lá, dá cá”, deu ao partido três ministérios no seu governo, Onyx Lorenzoni na Casa Civl, Tereza Cristina na Agricultura e Luiz Henrique Mandetta na Saúde.

Rodrigo Maia

Rodrigo Maia é nascido no Chile, mas adquiriu nacionalidade brasileira e filiado ao Democratas (DEM), foi reeleito presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2019 – 2021.

Maia que contou com o apoio do PSL, partido de Jair Bolsonaro e outros aliados do presidente para se manter na presidência da Câmara é nome conhecido na Operação Lava Jato. De acordo com uma reportagem da revista Época, ele trocou mensagens de celular com o empreiteiro Léo Pinheiro, do Grupo OAS, para tratar de doações eleitorais.

Já no dia 8 de fevereiro de 2017, em reportagem veiculada no Jornal Nacional da Rede Globo, a Polícia Federal concluiu as investigações e demonstrou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O inquérito se iniciou através das mensagens de celular trocadas entre Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e o próprio deputado. Ele é acusado de prestar “favores políticos” e defender interesses da OAS no Parlamento em 2013 e em 2014; ainda segundo a PF, a ajuda consistia por exemplo, em apresentação de emenda a medida provisória que criava regras para a aviação regional, dispositivo de texto formulado sob encomenda para agraciar a construtora. Os investigadores acreditam que Rodrigo Maia solicitou à empreiteira um milhão de reais em doações eleitorais no ano de 2014 (dinheiro repassado oficialmente à campanha de César Maia) e que o repasse foi uma tentativa de ocultar a procedência da propina. Através da assessoria, o deputado negou qualquer envolvimento de "receber vantagem indevida para apreciar qualquer matéria" e relatou que durante seus cinco mandatos sempre votou conforme orientação da bancada ou pela própria consciência.

Em 15 março de 2017, documentos liberados pelo STF acusam Maia de ter pedido e recebido propina num valor de 600 mil reais, além de outros recursos ainda não contabilizados, da Odebrecht. Após a homologação de diversas delações premiadas, a Procuradoria-Geral da República denunciou diversos políticos por envolvimento em corrupção, entre eles Rodrigo Maia. O procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu a retirada do sigilo da documentação que havia sido entregue no mesmo dia ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob o argumento de que é necessário promover transparência e atender ao interesse público, o pedido foi acolhido, desta forma a informação veio a público sem que houvesse anulação da mesma.


Davi Alcolumbre

Representante do baixo clero, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), eleito neste sábado (02/02), como presidente do Senado, ele reuniu apoio à candidatura ao comando da Casa oferecendo acesso ao Planalto e se colocando como alternativa à "velha política", representada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), quatro vezes presidente da Casa. O aval do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ao seu nome deu credibilidade à sua promessa de portas abertas no governo e lhe garantiu apoio.

Mas o próprio Alcolumbre, dizem adversários, é adepto de práticas consideradas da "velha política". Como deputado, conseguiu aprovar em 2009 um projeto de lei para homenagear um tio - Alberto Alcolumbre - acrescentando o nome dele ao título do Aeroporto de Macapá.

Em 2013, ainda deputado, usou verba de gabinete para abastecer seus carros no posto de gasolina Salomão Alcolumbre e cia LTDA, de um tio. No mesmo ano, ele foi investigado pela PF por supostas ligações com o doleiro Fayed Trabouli, durante diligências relacionadas a um escândalo sobre desvios de dinheiro de fundos de pensão.

Na época, ele admitiu ter mantido conversas com Fayed. Mas disse que não tratou de assuntos financeiros. A continuidade das investigações foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano seguinte. A Corte anulou interceptações telefônicas feitas pela polícia.  

Alcolumbre ainda colocou como suplente no Senado um irmão. Josiel Alcolumbre fez campanha, nesta sexta-feira, 1.º, nas redes sociais contra Renan Calheiros e publicou fotos e textos como se seu irmão já tivesse vencido a disputa contra o alagoano

Aos 41 anos, o novo presidente do Senado é comerciário com formação incompleta em Ciências Econômicas. Na eleição de 2018, disputou o governo do Amapá. Ele perdeu a eleição para Waldez Góes (PDT). Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou patrimônio de R$ 770 mil.

A eleição lhe rendeu uma acusação do Ministério Público Eleitoral por suspeita de pressionar servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Macapá, em horário de expediente, a participarem dos atos de campanha de Alcolumbre e de sua vice, Silvana Vedovelli.

 

3 Ministérios

O Democratas que além de agora ter os dois presidentes das casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado, o partido também comanda 3 Ministérios no governo de Jair Bolsonaro,  Onyx Lorenzoni na Casa Civl, Tereza Cristina na Agricultura e Luiz Henrique Mandetta na Saúde.

Dessa forma, a “nova era” que teria chegado ao país trouxe os mesmos nomes, com as mesmas suspeitas e as mesmas investigações de tempos passados.

Ora, ora!


Por Mikeias di Mattos, com informações do TSE | O Globo | Folha | Correio Brasiliense

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