O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, retratou-se por uma frase atribuída erroneamente ao ao cantor Cazuza, mas depois disse que se tratava de um erro bobo. Culpou ainda a mídia por supostamente descontextualizar suas declarações. 

Pelo Twitter, o ministro afirmou que pediu desculpa à mãe do cantor, Lucinha Araújo. Em entrevista à revista Veja, ele disse que Cazuza "pregava que liberdade é passar a mão no guarda". Não há notícias de que o cantor, morto em 1990, teria dito isso. A frase é atribuída ao grupo humorístico "Casseta & Planeta" nos anos 1980.

Na rede social, Vélez escreveu: "Liguei para Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, para desfazer o equívoco de uma resposta que dei atribuindo a ele frase de um programa humorístico. A conversa foi tocante e combinamos uma visita a ela quando eu for ao Rio. O amor do coração de uma mãe por seu filho é algo valoroso."

Lucinha divulgou mais cedo uma carta aberta em que refutava a ligação da frase a Cazuza, classificava o episódio como inadmissível e ameaçava processar o ministro.

Mais tarde, também em rede social, o ministro escreveu que a mídia descontextualiza suas declarações para enganar a população. "Até mesmo um equívoco simples e bobo, como uma citação errônea, transforma-se em ato político", disse.

O ministro disse que a mídia não mostra que agora há no MEC "uma equipe comprometida com a educação do nosso povo" e que diretrizes "nocivas do sistema educacional" estão sendo revistas. O ministro não citou quais seriam essas novas diretrizes.

A nota diz que a pasta está trabalhando para desaparelhar as escolas e educar de verdade. "É isso que importa, mas não é isso que a mídia quer que você saiba", completa a nota assinada por ele.

Três de seis secretários escolhidos por Vélez são ex-alunos seus sem nenhuma experiência em gestão educacional. A única diretriz anunciada pelo governo Bolsonaro na área de educação é um foco em alfabetização, embora não haja detalhes do que será feito.

Vélez escolheu para uma nova secretaria de Alfabetização o dono de uma pequena escola do Paraná, também sem experiência em gestão pública. Carlos Nadalim foi indicado pelo escritor Olavo de Carvalho, assim como o próprio Vélez. Na mesma entrevista à revista Veja, o ministro, que é colombiano, disse que o brasileiro é um "canibal viajando" e que rouba coisas de hotéis e aviões. Sobre essa declaração o ministro não pediu desculpas.


Via FolhaPress

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