Foi publicada na edição dessa segunda-feira (11) do Diário Oficial do governo do Estado a expulsão do acusado de matar a estudante Camila Abreu, Allisson Wattson, dos quadros de oficiais da Polícia Militar.

A exoneração assinada pela então governadora em exercício, Regina Sousa, demite Allisson e veta qualquer remuneração ou indenização ao ex capitão, que é considerado "indigno para o oficialato".

O comandante da Polícia Militar, coronel Lindomar Castilho, informou ao Cidadeverde.com que nas próximas horas o ex-capitão será transferido para a Penitenciária Regional José de Arimateia Barbosa Leite, em Campo Maior (a 80km de Teresina). Ofício solicitando a transferência já foi encaminhado à Justiça.

A PM também já solicitou à Secretaria Estadual de Administração que retire Allisson Wattson da folha de pagamento, que mesmo preso tinha um vencimento de cerca de R$ 9 mil. O comandante avaliou a demissão como “justa”.

“Já estamos com escolta pronta para transferir ele [Allisson] para Campo Maior. Avalio a expulsão como uma decisão justa. Todo aquele que comete crime tem que responder pelo crime. A PM em tempo hábil atuou na esfera que lhe competia", destacou o comandante geral.

O decreto foi assinado por Regina no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.  Nas redes sociais, o pai de Camila, Jean Abreu, comemorou a expulsão de Allisson. "A sensação é que a justiça está sendo feita não só para minha família, mas para todos que foram vitimas dessa violência", disse Jean.

Camilla Abreu foi morta em outubro de 2017.  Segundo a Polícia Civil, Allisson Wattson confessou o crime, mas disse que o tiro foi acidental. Em fevereiro deste ano o Tribunal de Justiça ordenou, por unanimidade, a perda de patente e do posto de capitão da Polícia Militar de Allisson.


Via cidadeverde.com.

 

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