O juiz Kildary Louchard de Oliveira Costa, da Vara Única da Comarca de Pedro II, decretou a quase 28 anos de prisão um delegado e três agentes da Polícia Civil do Piauí pelo crime de tortura. São eles: o delegado Francisco da Chagas Santos Costa, o “Barêtta” (seis anos de detenção) e os agentes Marcelo Rui Coelho (sete anos e um mês), Marcos Aurélio Castro e Mascarenhas (sete anos e um mês) e José Renato Portela Lustosa (sete anos e um mês).

Os policiais civis estão sendo acusados de torturarem Ricardo Roberto dos Santos, Francisco Carreiro Costa e mais um jovem na Delegacia de Pedro II. O fato ocorreu em abril de 2005. As vítimas das torturas foram tiradas das celas e conduzidas para a cozinha e o quintal da delegacia, onde foram espancados com morros na cara e a asfixias e tiveram a cabeça mergulhada em uma caixa d’água.

Um dos detentos teve sua sonda que usava retirada do corpo, provocando-lhe uma intensa dor. A sessão de tortura era tão forte que eles gritavam de dor, e os gritos eram ouvidos por toda a delegacia.

Francisco Carreiro foi conduzido pelos policiais ao açude Joana, onde teve a cabeça mergulhada para que ele falasse os crimes de furto.

Em conformidade com a pena determinada pelo juiz Kildary Louchard, os condenados cumprirão a pena em regime aberto.


Texto originalmente publicado na Rede Piauí de Notícias. 

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