Ataques simultâneos em duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, deixaram pelo menos 49 mortos e 48 feridos — 12 deles em estado grave —, nesta sexta (15). Os dois alvos foram as mesquitas Masjid Al Noor e de Linwood — as duas lotadas para a tradicional oração de sexta-feira, a chamada Jumu’ah.

Segundo as autoridades locais, quatro pessoas envolvidas no ataque foram presas. Três homens e uma mulher. A polícia, no entanto, ainda não descartou a hipótese de que mais pessoas estariam envolvidas no massacre.

Explosivos foram encontrados em um veículo pela polícia neozelandesa e já foram desarmados. Há a orientação para que todas as mesquitas do país fechem suas portas até que um novo aviso seja feito pelas autoridades.

Em uma das mesquitas, a Masjid Al Noor, o atirador transmitiu o ataque ao vivo, pelo Facebook. A rede social informou que está trabalhando para tirar as cópias do vídeo do massacre, e que a conta do terrorista já foi desativada. Antes de iniciar a transmissão, o mesmo terrorista — que se declarou australiano — divulgou um manifesto em que chama imigrantes de “invasores”.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, afirmou que este é um dos dias mais “sombrios e sangrentos” da história do país. Ardern afirmou que o ataque terrorista foi bem planejado pelos envolvidos e que nenhum dos detidos estava no radar dos serviços de inteligência neozelandeses. A primeira-ministra declarou ainda que a visão extremista compartilhada pelos terroristas não tem lugar na Nova Zelândia.

As escolas da cidade em que ocorreram os ataques foram fechadas, assim como estradas de Christchurch.

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