A 6ª edição do África Brasil será realizada entre os dias 20 e 22 de novembro e reúne teóricos africanos e afro-brasileiros que trarão discussões sobre a importância do estudo da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena. O tema desse ano será Narrativas e Direitos Humanos. 

O evento é rializado bienalmente e já se consagrou como uma das maiores solenidades acadêmicas que aborda a afrodescendência do Brasil e da América. Desde a primeira edição, o encontro conta com a presença de palestrantes, que são escritores, professores, jornalistas e contadores de histórias locais e estrangeiros, de países como São Tomé e Príncipe, Nigéria, Congo, Moçambique e Bolívia, além dos professores das Universidades Estaduais (Uespi) e Federais do Piauí (UFPI).

A programação dessa edição permite uma reflexão sobre o valor da história e das culturas africanas e afro-brasileiras como passo de mudança de paradigma, abarcando as diferenças e reconstruindo outros modos de enfrentamento. De acordo com a professora Irineia Lino Cesário, da Faculdade Fortium no Distrito Federal, afirma que o evento contribui para a legitimação e o conhecimento científico dos professores e pesquisadores presentes às discussões.

“O evento reconhece os discursos literários, históricos, socioculturais produzidos por esses estudiosos. Além disso, traz luz à relevância da obrigatoriedade do ensino da História e da Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras (segundo a lei 10.639/03), pois, citando Marcos Santos, trata-se de uma conquista ímpar, inesquecível e divisora de tempos na história da educação brasileira e mundial, herdeiras de alguma forma, das diásporas negras da Mãe-África”, destaca Irineia.

O professor Cleber Santos, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), irá promover uma discussão sobre a obra “Rebeliões da Senzala”, do intelectual Clóvis Moura.

“Ao longo da vida, Clóvis Moura publicou vários títulos focando a temática racial e o negro no Brasil. Alguns já se tornaram clássicos: Sociologia do Negro no Brasil; História do Negro Brasileiro; além, é claro, de Rebeliões da Senzala. Então, é importante trazer essas reflexões reafirmando o objetivo do evento”, pontua Cleber Santos.

A professora Tania Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ressalta que o África Brasil é uma oportunidade de voz aos pesquisadores que representam as minorias.

“África Brasil é inclusão de pesquisadores quilombolas afro-indígenas na luta por um mundo mais justo, inclusivo e ecológico. É nossa luta no combate ao racismo, mas sobretudo um mundo onde todas as minorias tenham um lugar ao sol”, finaliza a professora que também estará participando do evento.

Confira a programação do evento.

Inscrições:

Os interessados em participar como ouvintes do encontro devem inscrever-se no site. A lista dos trabalhos selecionados para apresentação já está disponível.

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