Com o objetivo de diminuir o número de pessoas contaminadas pelo vírus HIV, no Piauí, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), por meio da Coordenação de Atenção às Doenças Transmissíveis começa a ofertar, a partir desta segunda-feira (03), uma nova medicação para a prevenção da doença, trata-se do Profilaxia Pré-Exposição.

A Profilaxia Pré-Exposição consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus infecte o organismo, como explica a coordenadora de Doenças Tropicais, Karinna Amorim. "A PrEP é um novo método de prevenção à infecção pelo vírus HIV, que consiste na  combinação de dois medicamentos (tenofovir+entricitabina), que bloqueiam alguns “caminhos” que o HIV usa para infectar o organismo", comenta Amorim.

Atualmente, o método é indicado para pessoas que tenham maior chance de entrar em contato com o HIV, são elas: gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans, trabalhadores do sexo, aqueles que frequentemente deixam de usar camisinha em suas relações sexuais, os que têm relações sem camisinha com alguém que seja HIV positivo, os que fazem uso da Profilaxia Pós-Exposição ao HIV e os que apresentam episódios frequentes de infecções sexualmente transmissíveis.

Segundo a coordenadora, para iniciar o tratamento é necessário que a pessoa procure um profissional de saúde. “É importante que essa medicação seja tomada todos os dias, por isso orientamos que antes de inciar o tratamento, a população procure uma unidade de saúde para obter os esclarecimentos”, enfatiza Karinna Amorim.

No Piauí, os remédios estão disponíveis no Centro de Testagem e Aconselhamento de Teresina e de Picos e no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela. “A medicação é distribuída de forma gratuita e o paciente deve buscá-la a cada três meses”, orienta a coordenadora.

Apesar de ser um grande aliado na prevenção do HIV, a PrEP não protege contra outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). ”É importante que se faça o uso da medicação aliado a outras formas de prevenção, como o uso de preservativos, já que a PrEP não protege contra outras infecções como sífilis, clamídia e gonorreia”, alerta Karinna Amorim.

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