O deputado Robert Rios (PDT) disse em discurso na tribuna que "a única verdade existente na mensagem lida pelo governador Wellington Dias na reabertura da Assembleia é a data". Rios afirmou que comparou a mensagem com as anteriores e o conteúdo é praticamente o mesmo. Um ponto duramente criticado pelo deputado foi a afirmação de que o Estado economizou R$ 21 milhões na folha de pessoal, com o recadastramento e, no entanto, deixa atrasar o pagamento dos terceirizados.

"a única verdade existente na mensagem lida pelo governador Wellington Dias na reabertura da Assembleia é a data"

Robert Rios criticou o governador por ele ter dito qual o percentual de aumento na arrecadação (11,4%), mas não informou o valor, naturalmente para não fazer o repasse aos demais poderes. Ele considerou falsa a informação de que investiu R$ 100 milhões na Segurança, quando os relatórios do secretário enviados à Assembleia não tratam disso. Para Robert Rios, o governo só tem dinheiro para contratar comissionados.

A falta de reajuste aos policiais militares, que desde 2014 não têm aumento, foi outro ponto criticado, bem como a falta de viaturas para o combate aos crimes, quando está provado que os assaltos a agências bancárias são semanais. Ele citou o exemplo da cidade de Cocal, onde a polícia, com apenas dois homens se sem armas não pode enfrentar os bandidos. A autorização de obras que não foram realizadas em prestação de contas de empréstimos foi outro ponto criticado pelo deputado.

O deputado Robert Rios concluiu seu pronunciamento lamentando que o governador Wellington Dias tenha assinado autorização de obras que vão começar somente em janeiro de 2009. É como se ele contasse como certa sua reeleição – salientou. Ele disse que recebeu denúncia de que um ex-prefeito do PT pagou dívida com ambulância do município, e que o delegado que apura o inquérito, embora seja concursado, foi pressionado pelo delegado geral a passar pra ele a conclusão do inquérito.

“Não sei se isso é verdade, mas vou apurar, e como o delegado geral não é muito chegado ao PT, só pode ter sido o governador que interferiu em defesa do colega de partido”, concluiu.


Por Mikeias di Mattos, com informações da ALEPI.

Dê sua opinião: