O governador Wellington Dias  (PT) se pronunciou pela primeira vez sobre as insatisfações de aliados com a composição do novo governo. O governador afirma que no quarto mandato, não monta o Governo para agradar os aliados. 

A declaração é vista como uma resposta aos aliados insatisfeitos como Progressistas, PSD e PT. A ausência do presidente do PT, deputado Assis Carvalho, é sentida no Karnak. Ele tentou emplacar um nome no comando da Secretaria de Saúde, mas o governador manteve secretário Florentino Neto, que é ligado a primeira-dama e deputada federal Rejane Dias ( PT). 

O governador reuniu a base aliada para tratar dos temas que ainda incomodam os aliados. Eles querem agora a divisão dos cargos do escalão no interior.

"Assim como diz uma agenda com a equipe de secretários, a ideia é apresentar aos parlamentares aquilo que vamos trabalhar e priorizar nos próximos dias. Isso para que ocorra uma sintonia entre o Legislativo e também o Executivo. O objetivo é a sintonia e integração de todas as autoridades. Queremos esse diálogo para ter uma sintonia", afirmou.

O governador lembra que já está no quarto mandato. Agradar não seria a possibilidade.

"Já estou na quarta composição e cria-se toda uma expectativa. Na verdade temos uma quantidade de áreas que são chamadas de livre nomeação. O objetivo é antes de tudo é ter essa energia que veio da campanha com diferentes forças políticas priorizando pessoas que são profissionais em diferentes áreas para nos ajudar na execução no projeto que temos ao Piauí. Eu não penso em agradar com composição política de governo.  Acho que a missão  e objetivo de quem assume o mandato é de fazer acontecer melhorias para a população", destacou.

Sobre a volta de Júlio Arcoverde à Assembleia Legislativa do Estado, o governador diz esperar a resposta do deputado que deverá assumir uma secretaria. O nome mais cotado no momento é do deputado Flávio Nogueira. Ele deve ir para o Turismo.

O deputado Fábio Novo (PT) chegou a ser cotado para a Secretaria de Cultura. Mas ele teria afirmado não ter pretensões de retornar a pasta. 

"É uma decisão mais do deputado. Ele é importante para o Executivo de Teresina como é importante para o parlamento. Temos a situação particular que aguardo a posição do parlamentar que será chamado", destacou.

Até o momento, 22 parlamentares participam do encontro. Chama atenção a ausência do deputado Georgiano Neto (PSD). O partido está insatisfeito com a decisão do governador de passar o comando do Instituto de Desenvolvimento do Piauí para o deputado Firmino Paulo  (Progressistas).


Texto originalmente publicado no cidadeverde.com

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