Apesar de prometer em campanha uma nova forma de gerir o país, o presidente Jair Bolsonro e sua equipe cada vez mais apontam para o “toma lá da cá” de sempre. Prova disso é a manutenção dos mesmos nomes que ocupam os cargos federais nos Estados, o que já estaria incomodando até membros do alto escalão do governo, como ministro Onnix Lorenzoni.

No Piauí, apenas os deputados e senadores “velhos” se mantêm com os cargos federais. Marcelo Castro (MDB), agora senador, mantém indicação da Conab;  Elmano Férrer (Podemos) mantém o Dnit e Ciro Nogueira (Progressistas) a Codevasf. Na Câmara Federal, Júlio César (PSD) segue com a indicação do Incra, Iracema Portela (Progressistas) no Dnocs; Átila Lira (PSB) na Funasa.

Quem não está nada satisfeita com a manutenção desses cargos no Piauí é a deputada federal de primeiro mandato Marinha Santos (PTC), que defende a tese de que as indicações deveriam ser pautados no apoio que os partidos deram ao presidente Jair Bosonaro na campanha.

“O critério a ser levado em conta  deve ser o apoio a Jair Bolsonaro na campanha eleitoral”, diz Marina.

Na atual conjuntura, Margarete Coelho (Progressistas), Marina Santos (PTC) e Marcos Aurélio (MDB), devem aguardar um segundo momento, ou seja, aguardar a sobra, inclusive de quem não apoiou o presidente, para ocuparem espaço no governo.


Por Mikeias di Mattos.

Dê sua opinião: