O deputado estadual Gustavo Neiva (PSB) na última quinta-feira (13) o governador do Piauí, Wellington Dias, pelas nomeações de vários deputados para secretarias e de cerca de mil comissionados de uma vez só, no momento em que o secretário de Governo, Merlong Solano, faz terror com o servidores ao falar sobre a possibilidade de atraso de salários devido a queda no Fundo de Participação do Estado (FPE).

“O governador só fala em acomodação política das bases. Já são seis os parlamentares que sairam daqui e a informação que temos é que pode chegar a dez. No início do governo ele dizia que não ia chamar nenhum deputado, mas ele só pensa em acomodar os seus. Quando vai acomodar a população que está morrendo nos hospitais, as crianças sem aulas e sem transporte, os professores em greve, os médicos em greve?”, disse.

Gustavo Neiva disse também que foi prefeito na década de 90 e todo gestor sabe que a partir de junho sempre há diminuição de receitas. “ O que faltou ao governo foi planejamento, pois os recursos nos primeiros meses do ano sempre são maiores. Agora vem falando em atraso salarial devido a essa diminuição de recursos”, afirmou.

Em resposta, o deputado Franzé Silva (PT) disse que a crise atinge todos os estados do Brasil e ele, que foi secretário de Fazenda e de Administração, afirmou que conhece bem o comportamento das finanças que tem variações ao longo do ano. 

“A culpa é do Governo Federal, que em seis meses de gestão não tem um plano para gerar emprego e renda, enquanto pessoas morrem de fome, de sede ou de frio. O governo só fala em previdência e isso inibe os investimentos nacionais e internacionais”, analisou.

Franzé disse ainda que o Piauí, ao contrário de outros estados, tem a sorte de ter Wellington Dias como governador, pois o Estado está com os salários em dia apesar de toda a crise. 

“Lula, quando era presidente, enfrentou uma crise igual a de agora. Mas, ele soube criar programas como o Minha Casa Minha Vida, isentou a linha branca de eletrodomésticos e isso fez o país encontrar o equilíbrio. Agora vivemos o tempo de desenvolvimento zero”, encerrou.

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