Enquanto a reforma Previdenciária tramita no Congresso Nacional, o governador Welington Dias busca meios de gerar equilíbrio à previdência estadual. Nessa quinta-feira (16), o chefe do Executivo piauiense recebeu, no Palácio de Karnak, consultores da  Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada à Universidade de São Paulo (USP), entidade que reúne informações de modelos previdenciários praticados em várias partes do Brasil e promove estudos nessa área.

Para Wellington, o desafio é encontrar uma forma que garanta não só pagar os benefícios futuros, mas também os atuais.

G"arantir que tenhamos um fundo para gerar equilíbrio. O marco regulatório já foi aprovado, tendo os fundos imobiliário e de recebíveis da dívida ativa. Estamos aguardando que o Congresso Nacional se posicione sobre novas receitas, como a do gás e petróleo, seção onerosa, bônus de assinatura, etc" explicou Dias.

O déficit da previdência no Piauí impacta diretamente no orçamento do Estado. A previsão para 2019 é que a folha de pagamento de aposentados e pensonistas ultrapasse a arrecadação em R$ 1,2 bilhão. O atual modelo de previdência mostra-se insustentável e consome recursos que deveriam ser investidos em desenvolvimento. 

"A ideia é termos um plano completo. Aquilo que depender de lei, mando para Assembleia, o que depender de regulamentação própria, fazer pelo Estado. O Piauí precisa cuidar para que hoje e no futuro se tenha garantia de condições de pagamento dos aposentados e pensionistas" finalizou o governador.

Participaram da audiência, o secretário de Estado da Administração e Previdência, Ricardo Pontes; o presidente da Fundação Piauí Previdência (Piauí Prev), Marcos Steiner Mesquita; os consultores José Afonso Mazzon e Nancy Abadia.

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