A criação do Programa Mais Médicos do Estado do Piauí será reivindicada nos próximos dias ao governador Wellington Dias pela Assembleia Legislativa. Esta foi uma das principais decisões tomadas na audiência pública realizada na última quinta-feira (30) para debater o Programa Mais Médicos do Governo Federal.

Os deputados e representantes de órgãos e entidades que participaram da reunião decidiram ainda pedir ao Governo Federal a formação de um cadastro de reserva de médicos para que não ocorra interrupção no atendimento à população quando profissionais solicitarem desligamento do Programa.

A deputada Teresa Britto (PV), presidente da Comissão de Saúde, Educação e Cultura, disse que um dos encaminhamentos da audiência pública foi no sentido de reivindicar ao Governo Federal que agilize a realização do exame de revalidação dos diplomas dos médicos brasileiros formados no exterior e de estrangeiros que pretendem ingressar no Mais Médicos.

Respondendo a questionamento do deputado Henrique Pires (MDB), que foi autor do requerimento solicitando a realização da audiência pública na Comissão de Saúde, Educação e Cultura, o representante do CRM (Conselho Regional de Medicina), Wallace Miranda, disse que a entidade não faz restrição a atuação de médicos estrangeiros no Piauí. O representante da Associação dos Médicos Formados no Exterior do Piauí, Fabrício Soares, disse que é a favor da realização do exame de revalidação de diplomas dos profissionais que se formaram em outros países.

O representante do Sindicato dos Médicos do Piauí, José Almeida, pediu aos deputados que seja aprovada proposição do deputado Marden Menezes (PSDB) para criação de uma gratificação de incentivo para os profissionais que trabalham no interior. Teresa Britto prometeu lutar para que a reivindicação dos médicos seja atendida pelo Governo do Estado.

O coordenador de Atenção à Saúde da Secretaria de Saúde, Hérlon Guimarães, disse que o Programa Mais Médicos precisa ter um cadastro de reserva visando a substituição imediata dos profissionais que pedirem o seu desligamento do programa. Segundo ele, atualmente, ocorre uma demora de até 90 dias para que essa substituição seja efetivada, prejudicando o atendimento dos pacientes.

O deputado Cícero Magalhães (PT) criticou a decisão do Governo Federal de desligar do programa os médicos cubanos que vieram trabalhar no Brasil, deixando milhares de pessoas sem atenção básica de saúde. A deputada Teresa Britto criticou os governantes estaduais afirmando que eles não teriam trabalhado no sentido de melhorar a saúde pública no Piauí e chamou de assassinato as mortes de pacientes que, segundo ela, ocorrem em hospitais do Estado devido a falta de estrutura desses estabelecimentos de saúde.

A audiência pública foi realizada na sala da Comissão de Constituição e Justiça e contou com a presença, dentre outros, dos deputados Teresa Britto (PV), Henrique Pires (MDB), Cícero Magalhães (PT), Lucy (Progressistas) e Franzé Silva (PT) e representantes da Secretaria Estadual de Saúde, do Conselho Regional de Medicina e do Sindicato dos Médicos do Piauí.

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