A  Secretaria de Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) informou que continua o monitoramento de venezuelanos que, mesmo após orientação dos órgãos de proteção, continuam com crianças pedindo esmolas nos semáforos da Capital. Segundo Laila Paiva, chefe de Divisão de Média Complexidade da Semcaspi, na semana passada, 12 meninos e meninas foram retiradas das ruas e levadas para abrigos. Dos imigrantes que estão em Teresina, mais de 40% são crianças. 

"No primeiro dia, a gente não teve muita resolutividade porque eles acabaram fugindo. Já no segundo dia, tivemos parceria com o juizado e retiramos muitas crianças das ruas e a levamos para os abrigos com os adultos. Foram cerca de 12 crianças com três adultos que eram os pais. Estamos fazendo esse trabalho educativo", disse a chefe de Divisão de Média Complexidade da Semcaspi.

Laila Paiva explica que, além de ações educativas, a prefeitura de Teresina tem disponibilizado abrigos temporários. Ela destaca o peso de questões culturais para que os venezuelanos levem os filhos menores de idade para as ruas. 

"Eles são orientados a não irem para as ruas com as crianças. Como eles têm uma cultura de estarem sempre com os filhos, isso é difícil da gente trabalhar, pois mesmo sabendo que não podem, eles levam. Não querem se separar das crianças. Temos trabalhado isso diariamente, inclusive com resultados positivos, especialmente, na zona Sul, onde há um serviço de convivência e fortalecimento de vínculos com orientadores sociais que fazem atividades educativas naquele espaço. Os adultos saem, mas os filhos ficam. São cerca de 20 crianças lá", disse Paiva ressaltando que o trabalho de conscientização é gradativo. 

Semcaspi.

Em entrevista ao Notícia da Manhã, desta segunda-feira (01), Laila disse ainda que é preciso acabar com o estigma de que os venezuelanos "são pessoas ruins" e destacou os motivos da peregrinação dos imigrantes. 

"Eles já percorrem o Brasil desde 2016. Vieram para cá, porque no país deles não têm o que comer. Eles são trabalhadores, pescadores e artesão. Estamos também com o desafio de conseguir artefatos para que eles produzam e possam vender. As pessoas criam o estigma de que eles são pessoas ruins, mas não são", conclui Laila Paiva.


Com informações do cidadeverde.com 

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