A multiplicação de partidos com bancadas relevantes tem favorecido políticos de maior capacidade de articulação na Câmara. Em 1998, por exemplo, apenas os cinco maiores partidos tinham somados mais de 400 deputados, de um total de 513, e podiam aprovar o que quisessem. Atualmente, para obter a mesma quantidade de votos é necessário que dez partidos reúnam 100% dos deputados em torno de algum projeto.

A partir de 2019, o próximo presidente precisará articular com ainda mais partidos e o “centrão” ganha ainda mais relevância.

Ao contrário de Collor, o impeachment de Dilma demorou, não por falta de prova, mas porque mais partidos precisam se convencer dos crimes.

Para ter um gabinete de liderança são necessários cinco deputados na bancada; que só nove partidos tinham em 1998. O número subiu a 18.


Via Diário do Poder.

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