Tão admirada pelos colegas quanto temida pelos políticos, a procuradora geral da República, Raquel Dodge, recebe tratamento de chefe de “quarto poder” em eventos oficiais, mesmo contrariando o protocolo. Pelo decreto 9.338, que fixa a ordem de precedência nas cerimônias oficiais, a chefe da PGR está em 17º lugar na lista de autoridades encabeçada pelo presidente da República. Mas, na posse de Jair Bolsonaro, ela esteve entre os 8 ocupantes da Mesa principal. 

Após presidente da República e vice, a ordem de precedência aponta presidentes do Congresso, da Câmara, do STF e ministros de Estado.

Cardeais, embaixadores estrangeiros, presidente do TSE e ministros do STF têm precedência sobre a PGR, integrante do Poder Executivo.

O Cerimonial do Senado diz que o regimento do Congresso é omisso. E que o convite a Dodge foi “deferência” ao Ministério Público.


Originalmente Publicado no Diário do Poder. 

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