Nesta terça-feira (30) completa um ano da homologação da “delação do fim do mundo”, feita por  colaboradores da empreiteira Odebrecht, pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ministra Cármen Lúcia. O ínfimo resultado é de um denunciado e nenhum político preso ou condenado.

Foram 77 delatores, que revelaram a prática de crimes de caixa dois, lavagem de dinheiro e corrupção. E citaram 300 políticos, 25 partidos e quatro ex-presidentes da República, Fernando Collor, Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e FHC.

A maior parte dos casos originários da delação da Odebrecht, está em vista na Procuradoria Geral da República (PGR) ou sendo investigada pela Polícia Federal (PF).

Sendo assim, dos 83 inquéritos abertos do Supremo, 78 não foram concluídos, e quatro casos já foram arquivados, por prescrição da pena.  Como exemplo, podemos ver as investigações contra o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nem o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), que até agora não sofreram nenhuma sanção judicial e não se tornaram réus.

A única denúncia da PGR é contra o senador Romeo Jucá (MDB-RR), que foi acusado de recebimento de propina para agir em prol da Odebrecht. Desde agosto a denúncia está sendo analisada pela Corte, sem nenhuma decisão até agora.

No Congresso Nacional, a situação se repete, tanto na Câmara como no Senado, nenhum dos parlamentares foi investigado ou punido.


Com informações do Diário do Poder. 

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